Windows ou Linux? Seja para ter um programa que atenda mais as suas necessidades ou a segurança de um produto mais conhecido no mercado, cada um tem as suas qualidades e desvantagens. Mas, quando chega a hora de escolher entre um software livre ou pago, o que deve ser levado em consideração?
AO ALCANCE DE TODOS
Uma das ferramentas mais fundamentais no dia a dia do profissional de qualquer área atualmente é também uma das que mais pesam no orçamento do departamento de TI. Estamos falando dos softwares. Isso porque cada programa utilizado deve ser devidamente licenciado, o que custa uma grana (e não é pouca). É daí que surge a primeira alternativa: os softwares livres.
Segundo a definição da Free Software Foundation [fsf.org], software livre é aquele programa que pode ser utilizado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem qualquer tipo de restrição. Geralmente é desenvolvido de forma independente, ou seja, os programadores não estão ligados a nenhuma empresa. Depois de criado, o software é disponibilizado na rede, e qualquer usuário pode fazer alterações.
É aí que esses programas geram uma certa pulga atrás da orelha – afinal, se não há nenhum tipo de controle sobre o produto, é bem difícil que ele esteja comprometido com algum padrão de qualidade, certo? Errado. Embora não exista um compromisso com o desenvolvedor, toda a comunidade online participa de uma intensa troca de informações, e é isso o que torna esses programas tão interessantes.
É SEGURO?
A preocupação com a segurança das informações é um dos fatores que dificulta a implantação de softwares livres nas empresas. Mas essa preocupação pode ser desnecessária. Na opinião de Carlos Batista (foto), gerente de TI da LFG e aluno do curso de pós-graduação em Gestão de TI, os sistemas entregues ao modelo livre estão sujeitos aos mesmos problemas de segurança que os pagos. “Diria até que são mais seguros, em razão do apoio da comunidade de desenvolvedores ligados a esse tipo de sistema”, explica.
O ponto é que muitos empresários optam por pagar a licença de um produto pela sensação de segurança e por estar garantido o apoio da empresa fornecedora. Até aí, tudo bem, já que realmente existe esse suporte. Porém, esses sistemas não permitem qualquer alteração no produto, enquanto os livres podem ser customizados para atender melhor às necessidades de cada usuário.
POUCO CONHECIDO. POR ENQUANTO
Com a popularização do Windows, somente os mais curiosos por tecnologia conhecem de fato essas possibilidades. E isso pode ser por causa de alguns mitos que cercam o mundo dos softwares livres. “Acredito que ainda exista um mito de que os softwares livres são difíceis de utilizar, enquanto que os outros não. Por isso surgem tantos sistemas baseados nos modelos pagos”, sugere Hernandes Arisa (foto), aluno do curso de Rede de Computadores da Veris.
A tendência é que os softwares livres fiquem mais populares daqui em diante. Com a oferta maior de cursos na área de Tecnologia da Informação e o mercado em alta, a expectativa é que esses sistemas se tornem cada vez mais conhecidos. E o bacana é que quem lucra com essa competitividade somos nós, que teremos à nossa disposição uma maior variedade de softwares que se adaptem melhor às nossas necessidades.
Texto - Daniel Ribeiro
Fotos – Arquivo Pessoal
Matéria sugerida por – Hernandes Arisa
