13fevereiro2012
Experiência espanhola

Como é estudar e viver em outro país? Esta experiência pode trazer inúmeros desafios, mas também pode ser muito proveitosa. Vanessa Pegos, professora do curso de Biomedicina da Veris IBTA Metrocamp, unidade Campinas, foi à Espanha, onde permanecerá até o final de março, para realizar expementos científicos para conclusão de seu doutorado e conta agora um pouquinho dessa “deliciosa” viagem.

O texto está bem despojado e vale a pena ser lido até o final.

Agora, bora ler tudinho e curtir, assim como a gente, essa fantástica aventura na Europa.

 

Equipe do Blog Veris Faculdades

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“Vim para a Espanha em Janeiro deste ano para realizar parte dos experimentos que consituem meus alvos científicos durante a etapa de doutoramento. Muito além de simplesmente mudar de laboratório, cidade e hábitos de trabalho ainda me deparei com mudanças extremamente drásticas: o fuso-horário, a língua e o fato de TUDO ser totalmente diferente. Na primeira semana isso se torna insuportável e sinceramente é insuportável porque tudo é novo. Você precisa aprender a falar espanhol, descobrir como são as coisas, o que tem para comer, o que tem no supermercado e o preço de cada coisa (o que é algo importante por aqui). Em alguns momentos todos estes cenários se chocam e levam até uma leve confusão mental, muito estresse e se você for uma” manteiga derretida” certamente alagará o seu humilde quarto de estudante!
Passada a primeira semana que é a mais tensa,  você já sabe os caminhos e direções, já sabe como pedir informações e também já está mais habituada e mais preparada para as adversidades cotidianas. Quando você percebe que já está bem adaptado, que conhece o dono do bar da esquina, o caixa do supermercado, vizinhos  e percebe a qualidade de vida que há aqui é muito comum se pegar pensando: Nossa, eu queria mesmo voltar para o Brasil?

Após 14 dias eu comecei a descobrir o quão maravilhosa é essa cidade. As pessoas são gentis, há muita coisa para se fazer e o sistema de metrô é o melhor de toda a Europa e o mais barato! Sim, é inacreditável como é facil andar por aqui. As estações  são muito bem sinalizadas, limpas  e a cidade também, e pude comprovar isso na prática, pois quando percebi já havia caminhado 14 quilômetros por lugares lindissímos em um domingo delicioso! Há diversos monumentos, palácios,  uma arquitetura estonteante, sem contar os museus desta cidade que são sensacionais como o Museu Nacional Del Prado e o Palácio Real que eu passaria horas sentada estutando os músicos com seus violinos e ficaria ali vegetando por horas a fio…Inenarrável!
 O mais gostoso ainda é entrar no metrô e ver que os espanhóis têm o hábito de ler durante o trajeto para casa ou para o trabalho e que se o Brasil é o país da cerveja e do futebol é porque ninguém chegou a assistir em um bar aqui na Espanha um jogo do Real Madrid x Barcelona. E quanto a cerveja..até na hora do almoço, com e sem álcool e com e sem limão é um euro – e de qualidade.

Mas como a vida não é só turismo e a parte mais ardua da adaptação já passou, posso dizer que profissionalmente a experiência é relevante. A oportunidade de visistar outros laboratórios e realizar experimentos me permitiu visualizar os processos e expandir o conhecimento sobre aquilo que já tinha ou pensava que tinha e adquirir o que eu ainda não tive a oportunidade de fazer e discutir. É claro que nem tudo é belo, trabalho muito e inclusive aos sábados. Naturalmente, muito do que faço aqui não posso divulgar pois é pesquisa, mas espero que o tempo aqui investido na minha etapa de doutoramento não me traga somente conhecimento, mas também publicações que é o que todo estudante em uma pós –graduação na minha área busca. E tem que haver muito cuidado e equilíbrio para que se consiga trabalhar desde as primeiras semanas e reduzir ao máximo o tempo de adaptação pois, como o tempo na ciência é curto e todos queremos resultados, o tempo entre adaptação e ritmo de trabalho pode ser um desastre acadêmico.

E desde que cheguei aqui tenho vivido com pessoas de todos os lugares do mundo e falado português, espanhol, inglês e às vezes, italiano.. o que permite tatear o mundo como uma criança e aprender muito sobre tudo, os hábitos e as pessoas. Mesmo assim reitero que viver em outro país no começo não é fácil, pois você está aprendendo tudo e normal se sentir imaturo por alguns momentos, mas também é muito gostoso, exceto as baixas temperaturas.  E por este motivo, além do cansaço  gerado pelo volume de trabalho não pude conhecer ainda as famosas noites madrilenhas, mas tudo tem um preço! “

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12janeiro2012
A estética como habilitação para o Biomédico

Finalizar a graduação é apenas mais uma etapa concluída. Hoje é necessário buscar aprimoramento e conhecimento para ser um profissional completo e atualizado, e é isto que o mercado de trabalho procura: profissionais capacitados para exercer diversas funções em sua área.

A biomedicina é uma profissão bastante completa, atualmente existem 35 habilitações possíveis para se especializar. A mais nova área do biomédico é a Estética.
 
“Trata-se da mais nova área de atuação terapêutica onde o biomédico realiza tratamentos estéticos em pacientes com ampla competência e total independência da supervisão médica. A partir disto o Biomédico passa a ter direito de abrir sua própria clinica Biomédica e pode ser responsável por todos os procedimentos reconhecidos pelo Conselho Federal de Biomedicina, como por exemplo Carboxiterapia, Utilização de Laser e Ultrassom Estético, Peelings, além de procedimentos invasivos não cirúrgicos como a Intradermoterapia e a Aplicação de Toxina Botulínica (BOTOX). (www.biomedicinaestetica.bmd.br/artigos) ”
 
A Resolução nº 197 de 21 de fevereiro de 2011, levou em consideração os conhecimentos anatômicos, fisiológicos e biológicos do Biomédico que podem ser amplamente utilizados no tratamento de disfunções estéticas .
 
Escolhi a estética por sentir necessidade de estar mais próxima dos pacientes, estando diretamente ligada a eles, além de ter uma grande afinidade pela área e reconhecer que há grande potencial de mercado. É uma área promissora.

Em 2011 apostei em cursos livres em estética que também me ajudarão a obter a habilitação na área, uma vez que ainda não possuímos uma pós graduação ou especialização focada especialmente em Biomedicina Estética.

No final de 2011 fui aprovada na pós graduação em Cosmetologia e Estética Avançada da Universidade Anhembi Morumbi após análise prévia do Currículo e Histórico escolar. Além de ter feito o Trabalho de Conclusão de Curso na área de estética, cujo tema foi “O uso cosmético do DMAE no tratamento do envelhecimento cutâneo: uma revisão” aprovado com nota 10, o  que firmou ainda mais a minha escolha.
 
Minhas perspectivas para o futuro são as melhores possíveis, já está em andamento o processo para abrir minha própria clínica, onde poderei proporcionar aos pacientes bem estar e satisfação estética e mental também,  utilizando todo o conhecimento adquirido durante a graduação e nesta fase de especialização.
 
Quem se interessar pela área e quiser maiores informações pode acessar o site www.biomedicinaestetica.bmd.br ou o site do Conselho Federal (CFBM), lá estão detalhadas as atividades pertinentes aos Biomédicos Estéticos e como se habilitar nesta área.
 
Agradeço a instituição por todo conhecimento adquirido ao longo dos 4 anos de graduação através de profissionais competentes e gabaritados, especialmente àqueles que acolheram a nova especialidade sem preconceitos, além de agradecer também a minha família e todos aqueles que acreditaram e acreditam no meu potencial.
 

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 Por Raquel Soligo de Souza Ramos, ex-aluna do curso de Biomedicina da Veris em Campinas.

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5janeiro2012
Futuro Biomédico expõe a emoção de ter sido aprovado no curso de Especialização na USP

Conquistar uma vaga no curso de especialização na área de técnicas avançadas em análises clínicas para realizar o aprimoramento profissional na área da saúde na Universidade de São Paulo foi algo maravilhoso!

Ao longo do último ano do curso de Biomedicina na Veris me dediquei ao estágio da faculdade e também a revisão teórica de algumas disciplinas pertinentes a área do aprimoramento que escolhi para prestar.

O processo seletivo foi dividido em duas fases, a primeira consistiu em uma prova com 50 questões de múltipla escolha e a segunda, em prova prática, para avaliar os conhecimentos relativos a área escolhida, além de uma entrevista com o supervisor e o suplente do respectivo programa de aprimoramento.

No último ano 32 pessoas se inscreveram para a vaga. As questões nos exigiam realmente o conhecimento prático e a vivência laboratorial. As dicas e ensinos dos professores que nos acompanharam durante todo o estágio foi de suma importância para interpretação de toda a prova!

Anualmente é oferecida uma vaga para o programa de aprimoramento em Diagnóstico Sorológico e de Biologia Molecular em Hepatites por Vírus. O programa é realizado no Laboratório de Investigação Médica (Lim 47) do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O programa conta ainda com uma bolsa fornecida pela Secretaria Estadual de Saúde e visa o aprimoramento das técnicas teórico-práticas de métodos laboratoriais sorológicos e de biologia molecular para o diagnóstico e acompanhamento de pacientes portadores das hepatites B e C e a complementação da formação do profissional nos aspectos de assistência, ensino e pesquisa. Eu estou realmente muito ansioso em começá-lo, pois tenho certeza que essa pós-graduação me abrirá muitas portas, assim como foi com outros aprimorandos.

Meu supervisor no aprimoramento será o professor Antonio Alci Barone, que já foi Presidente da Sociedade Paulista de Infectologia e, é sem dúvida um grande profissional da área, além de extremamente respeitado!

Com tudo só tenho a agradecer à Deus, a minha família por todo apoio, a faculdade, a coordenadora do cuso de Biomedicina, Patrícia Melo, pelo real interesse na formação completa dos alunos e também a todos os professores do curso de Ciências Biomédicas.

Espero realmente que eu possa ter êxito e sucesso em minha carreira profissional que está iniciando!

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Por Henrique Cirino, ex-aluno do curso de Biomedicina da Veris em Campinas, que colará grau em janeiro de 2012.

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8dezembro2011
Ventiladores e ar-condicionados podem se tornar vilões da saúde


Com o tempo quente, abafado e com a baixa umidade do ar, os aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e umidificadores de ar podem se tornar fonte de contaminação.

É comum nessa época do ano o uso constante de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores ou umidificadores de ar para deixar o ambiente mais agradável. Porém alguns cuidados devem ser seguidos para que tal prática não se torne prejudicial à saúde.

O uso diário de tais equipamentos pode gerar fonte de contaminação por bactérias e fungos se não sofrerem regularmente manutenção preventiva, uma vez que tais micro-organismos ficam aderidos nos equipamentos juntamente com partículas de poeira ou água que podem ficar depositadas nos dutos do aparelho de ar-condicionado, nas hélices do ventilador e no reservatório de água do umidificador.

Estes micro-organismos se desprendem desses locais todas as vezes que o equipamento for utilizado e disseminam-se pela corrente de ar podendo chegar às vias aéreas das pessoas através da inalação, desencadeando processos alérgicos, infecções respiratórias e, em casos mais graves, a pneumonia.

Então o que fazer para não sofrer nos dias quentes? A prática mais correta é a higienização constante desses equipamentos. Em relação ao aparelho de ar-condicionado é fundamental a limpeza e a troca do filtro, para garantir a boa qualidade do ar, sempre obedecendo às normas técnicas do fabricante, uma vez que partículas de poeira e outras sujidades ficam aderidas nos filtros. Em caso de negligência na limpeza e manutenção desses equipamentos essas partículas podem se desprender e poderão ser lançadas ao ar no momento do uso. É fundamental também que seja eliminado todo o excesso de umidade que possa ficar no aparelho de ar-condicionado, uma vez que isso servirá de ninho para proliferação de bactérias e fungos.
Dentre as bactérias, o gênero Legionella spp. é considerado muito perigoso uma vez que pode alojar-se nos pulmões ocasionando pneumonia grave.

No ventilador é essencial que se faça a limpeza das hélices e das hastes uma vez que o uso diário contribui para o acúmulo de sujeiras e, durante o uso essa sujidade se solta e passa a circular no ar podendo ser inalada pelos ocupantes do ambiente. A limpeza pode ser feita com pano úmido e com álcool a 70%.

Em relação ao umidificador de ar é importante a troca diária da água uma vez que bactérias e fungos podem se alojar rapidamente nesse ambiente e, a limpeza de todas as partes do equipamento se faz necessária, recordando que é fundamental obedecer às normas técnicas do fabricante.

Para que o ambiente climatizado seja seguro é fundamental a prática da boa higienização, fique atento, não deixe o perigo circular ao seu redor.

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5dezembro2011
Trabalho de ex-aluna é escolhido em Congresso Científico

 
O último Congresso Interno de Iniciação Científica da Unicamp, completou 19 edições e contou com a participação de 1.300 trabalhos de todas as áreas do conhecimento. Entre todos os projetos que participaram, 20 foram escolhidos por um comitê externo, formado por bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como os melhores do evento.

Os autores receberam um prêmio de R$ 3 mil, mais ajuda de custo (viagem e hospedagem) para apresentar seus estudos na próxima reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorrerá na cidade de São Luís, capital do Maranhão, em julho de 2012.

 A estudante Juliana Rovani, formada em 2010 no curso de Biomedicina da Veris Faculdades, no último ano acadêmico realizou estágio de iniciação científica na UNICAMP, sob a supervisão da professora Helena Coutinho de Oliveira (Departamento de Fisiologia, Instituto de Biologia).

A iniciação científica, desenvolvida na Veris ou em parceria com outras instituições de pesquisa, é uma excelente estratégia na promoção do avanço no conhecimento científico. Neste período,  Juliana avaliou os efeitos da restrição calórica sobre a homeostase glicêmica em camundongos hipercolesterolêmicos deficientes de receptor LDL.

O estudo comprovou que a restrição calórica induz várias modificações fisiológicas que são capazes de melhorar a síndrome metabólica, além de diminuir o estresse oxidativo e os processos de aterosclerose. A síndrome metabólica é uma doença vinculada a modernidade, associada à obesidade resultante da alimentação inadequada e sedentarismo. Tem como base a resistência à insulina e é associada como fator de risco para as doenças cardiovasculares e o desenvolvimento de diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a Síndrome Metabólica ocorre quando há presença de três dos cinco fatores (obesidade central medida pela circunferência da cintura; hipertensão arterial; glicemia alterada; triglicérides com taxa superior a 150 mg/dL; níveis diminuídos de  HDL). Os lipídeos ou as gorduras do sangue, caracterizam-se principalmente pela presença de triglicérides,  de colesterol e frações (HDL, o bom colesterol e o LDL, o mau colesterol) 

 O trabalho premiado, que a aluna apresentou sob o título “Restrição Calórica Piora a Obesidade e Hipercolesterolemia em Camundongos Mutantes do Receptor de LDL”. Durante três meses os animais foram submetidos a uma dieta com restrição calórica, os animais hipercolesterolêmicos com mutação no receptor de LDL responderam à dieta com uma melhora na taxa glicêmica,  porém com aumentos nas taxas de colesterol e  na adiposidade. A mesma restrição calórica foi estudada em camundongos sem a mutação no receptor de LDL, com o intuito de verificar se os efeitos maléficos da restrição calórica nos animais mutantes (LDL) estavam correlacionados com a mutação genotípica ou com a linhagem dos animais utilizados. Comparando com outras linhagens utilizadas (camundongos provenientes do Jackson Laboratory sem a mutação no receptor de LDL e camundongos oriundos do Centro de Bioterismo da Unicamp), verificou-se que a restrição calórica diminuiu a massa adiposa nos animais sem a mutação no receptor LDL e que os níveis de colesterol plasmático foram reduzidos em 27% nas duas linhagens pesquisadas.

Conforme esperado, a restrição calórica aumentou a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose nos animais sem a mutação, evidenciando que a dieta pode ser benéfica a indivíduos com síndrome metabólica.

De acordo com os resultados encontrados, os pesquisadores participantes do trabalho (Juliana Rovani, Gabriel de Gabriel e Dorighello e Helena Coutinho de Oliveira) demonstraram que o aumento no colesterol plasmático e da massa adiposa perigonadal em camundongos com mutação no receptor de LDL submetidos à restrição calórica são dependentes da mutação.

O curso de Biomedicina, representados por alunos, professores e corpo técnico, sente-se honrado com a premiação da Biomédica Juliana Rovani. 

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1dezembro2011
Alunas realizam estudo nos laboratórios da Veris

Em novembro deste ano, as alunas Albertina Dias, Larissa Nassu e Nayara Schumacker, do 8º semestre do Curso de Biomedicina, representaram a Veris Faculdades (pelo 4º ano consecutivo) no Congresso Nacional de Iniciação Científica (CONIC) realizado na cidade de Santos.

As docentes apresentaram trabalho desenvolvido, ao longo do ano, nos laboratórios de análises clínicas e ambientais da faculdade, sob orientação da professora Soraya El Katib.

O projeto envolveu crianças e adolescentes de uma entidade beneficente do município de Campinas. Foram analisadas 540 amostras dos voluntários e avaliado a prevalência e incidência de parasitoses intestinais antes e após a aplicação de ações sócioeducativas no período de 2008 a 2011.

Foi observado uma diminuição significativa (em 50%) da incidência das parasitoses mais prevalentes nesta população, bem como a erradicação de alguns parasitas patogênicos após os trabalhos sócioeducativos, também desenvolvidos pelas alunas do estágio, o que contribuiu diretamente para uma melhoria na qualidade de vida das crianças e adolescentes da entidade. 

A participação no referido congresso deixou motivação nos alunos e orgulho aos professores. Parabéns a todos!

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24novembro2011
Aparelhos oftálmicos podem ser veículos de contaminação bacteriana

O tonômetro é um aparelho muito utilizado para medir a pressão intra-ocular durante o exame oftalmológico, procedimento realizado anualmente por milhões de pessoas. Além disso, é freqüente a procura por oftalmologistas quando as pessoas estão com algum tipo de infecção e muitas dessas infecções podem ser bacterianas, fúngicas e virais.

Esses microorganismos podem ficar retidos nos cones plásticos dos tonômetros. O equipamente, se não for bem higienizado, pode transferir tais infecções ao paciente que realiza o exame.
É cientificamente comprovado que a superfície anterior do bulbo ocular é habitada por bactérias pertencentes ao gênero Staphylococcus sp., Streptococcus sp., Moraxella sp., dentre outras, sem contar os fungos.

Essas basctérias são consideradas normais da flora humana, porém, em situações específicas, podem ser tornar patogênicas, desenvolvendo quadros de infecções como conjuntivite, úlceras bacterianas, entre outros diagnósticos.

Essa contaminação dá-se através do contato do cone plástico do tonômetro com o olho do paciente e pelas medicações tópicas (colírio) usadas em sua técnica que ocorre com o contato do frasco com a conjuntiva contaminada ou com as margens das pálpebras do paciente. Vale lembrar que, assim como os antibióticos, o colírio não pode ser usado sem prescrição médica e deve ser de uso exclusivo.

Pesquisas relatam que a bactéria Pseudomonas aeruginosa costuma ser um contaminante comum principalmente em ambiente hospitalar.

Estudos comprovaram a contaminação do cone plástico por tais micro-organismos, por isso é fundamental que a cada exame seja realizado uma desinfecção adequada do equipamento, evitando a contaminação cruzada, seja ela através das mãos dos oftalmologistas que podem contaminar o cone do tonômetro, pelo uso de medicamentos ou por falta de uma boa higienização do aparelho.

O Centro de Moléstias Infecciosas de Atlanta (CDC) orienta que uma boa higienização pode ser feita pela imersão, do cone plástico do tonômetro, de 5 a 10 minutos em peróxido de hidrogênio a 3% ou hipoclorito de sódio 0,5 %. A Academia Americana de Oftalmologia (AAO), juntamente com a Sociedade Nacional para a Prevenção da Cegueira e a Associação de Oftalmologia para Lentes de Contato, adota tais recomendações e adiciona ainda a opção de simplesmente fazer a higienização com swab de álcool isopropílico a 70%.

Em 2009, sob minha orientação, as ex-alunas do curso de Biomedicina Bianca Santos e Patricia Rose de Melo realizaram uma pesquisa nos laboratórios da Veris e descobriram que, mesmo deixando o cone plástico imerso por 5 minutos em soluções como peróxido de hidrogênio a 3%, álcool a 70% e clorexidina a 2%, não era o suficiente para eliminar as bactérias presente no cone plástico.

Foram coletadas amostras dos cones após o uso em pacientes e logo após a sua desinfecção. Os resultados mostraram que os cones abrigavam bactérias após a realização dos exames oftálmicos e essas bactérias permaneciam nos cones, mesmos após sua imersão nas soluções usadas para desinfecção.

Pelo estudo foi possível isolar o micro-organismo Estafilococos coagulase negativa hemolítico e não hemolítico. Então a reutilização inadvertida desses equipamentos propicia a contaminação eventual por micro-organismos e devido a isso elevar o risco de infecções intra-oculares e em casos mais graves a conseqüente perda da visão.

É importante ressaltar que os profissionais se conscientizem da importância da desinfecção do tonômetro a cada consulta e, é fundamental a higienização das mãos dos oftalmologistas para evitar a proliferação de bactérias e com isso o surgimento de infecções oculares indesejadas.

Procure não usar colírio sem a orientação do oftalmologista porque o uso indiscriminado pode gerar danos a visão.

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22novembro2011
Aluna de biomedicina é aprovada pela FAPESP


A estudante Bárbara Biatriz de Godoy, aluna do 4º semestre do curso de Biomedicina obteve a aprovação de uma bolsa de iniciação científica concedida pela FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo).

A estudante desenvolverá o projeto de pesquisa no Laboratório Nacional de Biociências, sob a orientação dos professores Jorg Kobarg e Edmárcia Elisa de Souza. A pesquisa tem o intuito de realizar a caracterização funcional da interação entre a proteína quinase humana NeK7 e suas proteínas parceiras. As proteínas NeKs (NIMA related kinases) são evolutivamente conservadas e com estruturas homólogas a NIMA (never in mitosis, gene A).

Em geral, as proteínas quinases regulam processos celulares importantes, tais como a duplicação do centrossomo, maturação e divisão celular. O desregulamento destas proteínas correlaciona-se com o desordenamento dos processos de proliferação celular e, consequentemente com o aparecimento de tumores. Este projeto está associado a outras pesquisas do grupo que investigam os estudos funcionais e estruturais de proteínas-quinases envolvidas em câncer e doenças negligenciadas, visando o desenvolvimento de novos inibidores.

A descoberta de inibidores específicos para estas proteínas quinases pode levar a descoberta de novos quimioterápicos a serem utilizados na terapia do câncer.

Em 2010, quando cursava o segundo semestre do curso de biomedicina, a Bárbara apresentou um trabalho científico no 21º Encontro Nacional de Virologia e 5º Encontro de Virologia do Mercosul, em Gramado, Rio Grande do Sul. O estudo foi sobre a genotipagem do citomegalovírus humano e glicoproteína B (GB) em receptores alogênicos de transplante de células tronco hematopoiéticas com infecção ativa. Este trabalho fez parte da primeira iniciação científica da aluna, desenvolvida em outro laboratório de pesquisa.

A estudante demonstra, através destes trabalhos, um comprometimento com a pesquisa e provavelmente ao terminar a graduação será inserida em programas de pós graduação, tendo possibilidade com este currículo em construção, de entrar diretamente no doutorado.

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21novembro2011
A história e importância do Marcapasso Cardíaco (Estimulação artificial)


No final da década de 1950 a cardiologia sofreu um grande avanço no tratamento das bradiarritmias (alterações da frequência e/ou ritmo cardíaco), este marco foi dado pelo início da estimulação artificial por marcapasso.

Um gerador conectado a um cabo fornecia uma estimulação a um dos principais órgãos do corpo humano, aumentando a sobrevida dos pacientes portadores de bloqueio atrioventricular total, decorrente dos bloqueios cardíacos de origem pós cirúrgica (crises de Strokes-Adams).

Atualmente, este dispositivo é multiprogramável, possuindo softwares avançados, com funções específicas de PACE (estimulação) e SENSE (sensibilidade), muito diferente do primeiro marcapasso definitivo implantável, o qual somente tinha a função de estimular, não respeitando a fisiologia intrínseca do paciente.

Um grande marco na evolução deste dispositivo foi a criação do gerador de pulsos dupla câmara, o qual ficou conhecido como marcapasso fisiológico, pois imitava a fisiologia normal do sistema de condução. Hoje, sua evolução tornou possível utilizá-lo em vários tipos de BAV, e em outras arritmias do sistema de condução cardíaco, tais como a doença do nó sinusal e bloqueios fasciculares.

Embora a tecnologia seja importante para diversas áreas da medicina, poucas ferramentas contribuem de forma tão decisiva como no tratamento e prognóstico das bradiarritmias e taquiarritmias. Os marcapassos cardíacos atuais têm o objetivo de devolver vida normal para os pacientes, tanto no que se refere à qualidade de vida quanto à relação ao tempo de sobrevida. Os avanços tecnológicos relacionados a esta área estão acontecendo numa velocidade rápida e muito deste progresso tem sido obtido pelo programa espacial da Nasa.

A indicação para implante de Dispositivo Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI) no Brasil é feita quando o paciente se enquadra em uma das diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).

O procedimento para implante de marcapasso é feito em salas de hemodinâmica e ou centro cirúrgico. O médico responsável pelo implante na maioria das vezes possuí a formação de arritmologista, eletrofisíologista ou cirurgião cardíaco, sendo necessário a especialidade em marcapassos e aprovação do DECA(Departamento de Estimulação Artificial Cardíaca), uma outra peça muito importante para o implante e avaliação destes dispositivos, são os técnicos(as) em marcapasso. O técnico em marcapasso é  treinado e formado pela própria empresa fabricante para estar sempre auxiliando o médico. Empresas fabricantes de Marcapasso vêm a cada dia contratando mais Biomédicos para a função de técnico em Marcapasso, devido aos conhecimentos adquiridos durante o curso de Biomedicina em anatomia e fisiologia, ou seja, é mais uma nova área de atuação para estes profissionais.

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Por Marcel Selegato Burguês, aluno 8° semestre de Biomedicina da Veris em Campinas.

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18novembro2011
Dia 20 de Novembro: Dia do biomédico

No próximo domingo, dia 20, comemora-se o dia do Biomédico e pedi aos professores Alexandre Veronez  e Vanessa Rodrigues (que também foram alunos Veris) para expressarem a importância do profissional da área e o que pensam sobre a carreira que optaram para suas vidas. Leiam os depoimentos dos profissionais:

“Afinal o que é ser um biomédico? Muito se fala, mas poucas pessoas conhecem a verdadeira importância desta profissão que tem mercado de trabalho diversificado, mas ainda pouco conhecido e explorado.

O Biomédico é um profissional diferenciado na área de saúde, tem em sua grade curricular habilitação em analises clínicas, podendo atuar no diagnóstico laboratorial de doenças. E, foi esta área que decidi atuar.
Hoje, formado há três anos, ocupo o cargo de coordenador num laboratório de grande porte, assumindo inteiramente a responsabilidade de três setores diferentes (microbiologia, parasitologia, urinalise) junto com uma equipe de auxiliares e técnicos.

Nesta rotina consigo colocar em prática muitas das matérias estudadas na graduação e posso garantir que sinto-me realizado como profissional, pois sei como é importante a realização do meu trabalho para o diagnóstico e tratamento dos pacientes.

E sei que preciso constantemente me atualizar, permanecendo atento às novas tecnologias, enriquecendo meus conhecimentos. Com isso, levo o que tem de mais atual aos meus alunos na minha outra área de atuação (professor).  Sinto-me completamente realizado profissionalmente e agradeço todos os dias por ter feito a escolha certa no curso de biomedicina na Veris Faculdades, onde realizei minha graduação. Sou grato aos professores, à faculdade, bem como sua estrutura e aos colegas que colaboram para aminha realização profissional.

Nesse dia 20 de novembro quero parabenizar a todos os biomédicos, que diariamente estão nos bastidores contribuindo na prevenção e manutenção da saúde e na cura de doenças através de um diagnóstico adequado” Depoimento do professor Alexandre Veronez.

 

“Quando conheci a biologia molecular e acompanhei uma extração de um DNA genômico me apaixonei. Estava certa que aquela era a minha área de atuação, por isso, dentre as minhas opções de cursos de graduação, na ocasião, somente a biomedicina que me interessou.

Motivada pelo assunto, formei-me quatro anos depois já matriculada na pós -graduação em genética e biologia molecular da uma universidade pública para o ano seguinte.  Acredito que a biomedicina me capacitou para estudar os processos moleculares mais fascinantes que regem a vida, transcender na forma como encaro muitos fatos do cotidiano, entender as respostas fisiológicas e imunológicas (essas sim são inenarráveis e daria um texto a parte…), enxergar as proteínas como moléculas fascinantes e correlacionar a organização social humana com a organização das moléculas dentro de uma célula.

Por fim, embora muito cativante e apaixonante na prática nada é fácil. É  necessário  dedicação, muito estudo, abdicação e muita imaginação… O corpo humano possui um sistema circulatório que, para mim, em questão de anatomia me lembra um sistema viário das grandes cidades. Os carros são as hemácias que trafegam” Depoimento da professora Vanessa Rodrigues Pegos.

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