Poucas pessoas gostariam de ser consideradas um “monstro” pelo mercado de trabalho, por acharem que o substantivo pode remeter apenas a um indivíduo desumano e cruel. Mas para Juliane Ferreira Paulino do Nascimento, estudante do 4ª ano do curso de Direito da Veris Faculdades – unidade Campinas, a comparação é um verdadeiro elogio. Isso porque ela trabalha, desde 2008, como conciliadora voluntária no Juizado Especial Cível da instituição e de lá pra cá adquiriu tanta experiência na área que sabe que, quando se formar, dificilmente será engolida pelo de mercado de trabalho. “Acredito que estou mais preparada para encarar a realidade. Virei um monstro aqui”. A equipe do blog da Veris bateu um papo com Juliane e descreve agora os detalhes desta conversa.
Blog Veris: Como e quando você iniciou seu trabalho no Juizado Especial Cível?
Aluna: O professor Sidney (Morbidelli), responsável pelo Juizado, fez todo o “marketing”. Ele passou nas salas de aula e falou da oportunidade de trabalharmos como conciliadores no Juizado da instituição. Como aquilo tudo me chamou a atenção, decidi participar do processo seletivo. Fiz a prova, fui aprovada e estou no Juizado desde 2008 (ano em que o local foi inaugurado).
O “marketing” do professor estava correto? Era o que você imaginava?
Estava sim (risos). Era até mais do que eu imaginava, porque trabalhar no Juizado, para mim, é uma oportunidade única. Amadureci muito por causa desta experiência. É uma recompensa muito grande saber que você pode ajudar pessoas, principalmente as mais humildes. Aqui no Juizado temos uma dimensão muito maior das coisas. Nós viramos “monstros” para enfrentar o mercado, ficamos mais espertos. E tudo isso é imprescindível para nossa profissão.
Nestes anos de trabalho no Juizado, teve alguma história que te marcou mais?
Não me lembro de nenhuma em específico, mas todas costumam nos marcar bem. É muito comovente você poder acompanhar a história do início ao fim, principalmente quando o final é feliz. A gente acaba se envolvendo muito com os casos e até ficamos chateados quando vemos alguma injustiça.
Você indicaria o trabalho para os outros alunos?
Comecei a trabalhar no Juizado como voluntária. Nunca esperei nada em troca, mas acabei recebendo muita coisa, que irá contribuir e muito para a minha carreira. Os alunos precisam entender que trabalhar no Juizado não é um favor que você faz para a faculdade e sim uma oportunidade. E quem ganha nesta história é somente o aluno, que ganha muita vivência de mercado. Dentro da sala de aula não conseguimos aprender tudo que vemos aqui no Juizado. Quem passa por aqui, com certeza, terá uma formação diferenciada. Uma formação mais humanista também. Recomendo para todos!
Se você também é estudante de Direito e quer virar um “monstro” na área, participe do processo seletivo para novos conciliadores do Juizado. Mais informações: (19) 4501-2780.
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